quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É o barro, é?


As sinceras propagandas dos cigarros índios (também chamados de cigarros de artista, cigarros da alegria ou cigarros mágicos da jamaica) me fazem querer comprá-los imediatamente. Não só melhoram os problemas respiratórios como afastam também todos os sintomas assustadores, que podem ser muitos a depender da bruxa individual do cidadão.

Velhos cigarros Grimault de cannabis indica



Na época pré-proibição, esses cigarros eram vendidos e fumados abertamente e ninguém tinha que subir em boca nenhuma pra buscar nada. Eram cigarros dos índios, do mais legítimo fumo d'Angola trazido pelos escravos no século XVI, vendidos como mais uma droga na farmácia (ao lado de cocaína, heroína e ópio, diga-se de passagem).

Eu gostaria de poder comprá-los, meus amigos. Compraria enormes quantidades. Caixas e mais caixas. Cinquentas e mais cinquentas deste cigarro badalado que é também abalador. Caixas de puro esplendor.


O paloso Guarany remonta O Pensador, de Rodin, ao sentar para relaxar um pouco no momento pós-caça. Nos seus olhos, só a mais pura reflexão.
Realmente, nada mais cômodo para os fregueses.


A triste constatação da proibição deste tipo de cigarro está expressa nos milhares de olhares inexpressivos, viciados, enfurecidos e avermelhados, tristes em não poderem mais comprar os cigarros mágicos na farmácia da esquina.

As inevitabilidades de consumo e compra repousam no falar mais bem intecionado: "Por favor, meu bom senhor, gostaria de saber quem teria pra vender aquela massa verde que só dá prazer?".

Respondido rapidamente pelo falar mais periculoso: "É o barro, é? Tá rolando. Colé de merma, de 10 ou de 5, pivete? Demorô...".

Triste destino do fumo d'Angola, que me faz pensar naquela que seria solução única para essa questão: Cigarros Grimault, voltem a ser comercializados.







Hoje nós temos belas fontes:
http://zedaflauta.blogspot.com/2011/04/cigarros-indios.html
http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v55n4/a08v55n4.pdf
http://weedneeds.wordpress.com/
http://www.cabecaativa.com.br/content/diferenca-entre-cannabis-sativa-e-cannabis-indica
http://forum.sensiseeds.com/

http://wings.buffalo.edu/aru/preprohibition.htm

2 comentários:

Martha disse...

Como Chico já dizia... "Maconha só se comprava na tabacaria. Drogas, na drogaria."

Saudades da tabacaria!! hehehe

Lu disse...

conheça essa banda aí

http://letras.terra.com.br/fino-coletivo/1063991/

é bem o estilo cigarros índios na tabacaria já.