domingo, 20 de setembro de 2009

Histórias Imbecis do Carlos - Episódio 7 - Passeio Num Fim de Tarde

Carlos dirigia-se à casa da namorada terráquea. Caminhava pela calçada no fim de tarde; dava pra ver o horizonte laranja por trás dos prédios da Pituba e fumava. Hollybomba.

Na sua frente andavam calmamente dois policiais militares, ou seja, PM's - a sigla também pode significar Pica Mole e refere-se aos mesmos. Carlos guardava dentro de si um ódio incontrolável sobre esses seres. Algo antigo. Achava que eles mereciam uma retaliação à altura. Naquele momento lá estavam eles, de costas, distraídos, conversando sobre o tamanho dos sacos dos seus filhos.

Carlos imediatamente jogou o cigarro no chão, armou o punho e, com toda a força socou a nuca do cara da esquerda, um negão da sua altura. Ele caiu no chão na hora e, rápido como um coelho fodendo, Carlos pegou a arma do coldre e apontou para o outro polícia, um branco saruaba. O branco se cagava de medo. Levantou as mãos e Carlos disse "bora, polícia. Me passe essa arma logo antes que eu te fure todinho". O cara se embananou todo na hora de entregar a arma. Deixou a porra cair no chão, que disparou "Pou!" - cerca de três ou quatro pessoas no ponto de ônibus próximo, que assistiam àquilo como se assiste a um filme hollywoodiano, nem se assustaram com o disparo, ficaram quietinhos - e Carlos falou "você é lerdo pra caralho, hein. Junta essa porra do chão". O cara juntou e entregou nas mãos de Carlos. "Vamo praquele terreno baldio ali", disse Carlos apontando com a arma. O branco pegou o negão desacordado no colo, e - como um casal de noivos entrando no quarto pra curtir a lua de mel - entraram no terreno baldio: primeiro os dois, seguidos de perto por Carlos, que apontava-lhes a arma. Colocou os dois sentadinhos - o negão já não tava mais desacordado, mas tava bem grog - numa pilha de entulho e deu coronhadas violentas nas respectivas cabeças. Uma pra cada. Desmaiaram.

Carlos deixou-os lá e saiu andando como se tivesse acabado de tomar um sorvete. O sol se escondera por completo. As pessoas do ponto de ônibus o observavam. Ele andava com desenvoltura, altivo, com a sensação de missão cumprida. Jogou as armas no esgoto próximo.

Na casa da namorada terráquea tinha uma feijoada deliciosa que tinha sobrado do almoço. Comeu com arroz, farinha e couve.

5 comentários:

Anônimo disse...

Carlos bígamo

Idea Checker disse...

Esse Carlos sempre faz aquilo que ninguém teria coragem de fazer e ainda tira onda. É um legítimo malandro baiano verdadeiro.

Mind-Squeezer disse...

Carlos é o cara!

bahiano disse...

carlos arrasa
axo ke deveria ser um personagem malandro de malloney e jackson, ou seja la como for o nome certo!

Luisa Carolina disse...

tome, neguinho...