terça-feira, 8 de setembro de 2009

Histórias Imbecis do Carlos - Episódio 6 - Romance na Piscina

Eram dez da manhã de sábado, fazia sol e Carlos lembrou que durante a semana havia sido convidado pelo seu colega Márcio a um churrasco na sua casa em Guarajuba. Dez reais, bebida e comida à vontade. Fumou um fino do restinho da massa que tinha sobrado da noite anterior que tava dentro de uma caixinha de pastilhas Valda, tomou um copo de leite e saiu.

Chegando lá todo mundo numa boa, sentado, comportadinho, seus colegas de sala todos lá com seus óculos escuros, assim como ele. Chegou, cumprimentou todo mundo "oi, tudo bem?", era o que falava a todos. Aperto de mão para os homens, dois beijinhos nos rostos das mulheres. O freezer tava abarrotado de cerveja, ou seja, só sairia de lá carregado. Sentou à mesa com dois caras que não conversava muito na faculdade, mas que nesse dia - como era pra ser uma confraternização - estavam confraternizando.

A mulherada começou a ficar só de bikini pra cair na piscina e começaram os comentários dos colegas da mesa:
- Porra, Carlão. Cícera tá gostosa, bicho. Olha aquilo. Ó que bucetão da porra - exclamou apontando pro pacote que formava a genitália da garota.
- Bote fé. Tô de saque nela. Mas eu queria mesmo era comer Eliane, aquela vagabunda. - Carlos observava Eliane tomando sol sentada numa cadeira, toda molhada, pele bronzeada, um bikini amarelo minúsculo puxado pra cima que dividia a bendita em dois enormes gomos de modo que não ficava tão explícito e só ele percebia.

A caceta começou a fica dura e Carlos imediatamente tirou a camisa, correu e pulou pra dentro da piscina pra se esconder, deixando seus colegas conversando sozinhos. Ficou lá um tempo de bobeira, até que Eliane caiu na piscina também.

- Vamos uma briga de galo? - ela sugeriu,
- Só se a dupla for eu e você - disse Carlos, sorrindo.
- Tudo bem, mas eu te carrego.
- Eu sou mais forte, é melhor vc ficar em cima - retrucou já pensando em apalpar as coxas dela quando ela estivesse sobre os seus ombros.
- Não. Eu só vou se ficar embaixo.
- Bom, já que vc insiste... - disse resignado.
- Vamo, Gabi! Vamo, Bento! - chamou o casalzinho da festa que estava aos abraços no canto da piscina.
- Vamo nessa. - Bento respondeu.

Carlos montou em Eliane e só de roçar seu pau ali na nuca dela foi ficando meio excitado. Como Gabi era muito fraquinha pra segurar Bento, a luta ficava sem graça, era fácil derrubá-lo. Eliane, por sua vez, incrivelmente, conseguia segurar a onda e não caía de jeito nenhum. Por conta disso, a outra dupla resolveu trocar posições. A luta ficou mais equilibrada, até porque Carlos tava se contendo pra não acabar apalpando sem querer a mulher do cara e ela chegou até a derrubá-lo uma vez. Nessa derrubada apoiou-se sobre a cabeça de Eliane, sentiu aqueles cabelos castanhos cacheados e uma saliência com uma pequena fenda havia ali. "Esquisito", pensou, mas a brincadeira continuou. Apareceu outra dupla e ficaram em três duplas lutando. Numa queda, seu dedo acabou entrando sem querer no orifício e Eliane soltou um gemido. Então, imaginando que tava doidão, algo como um flashback de ácido, sabe lá, futucou novamente o lugar só por curiosidade, só pra saber do que se tratava. Eliane não se opunha a isso e ele continuava explorando aquela caverna atrás do crânio da moça. Enquanto as outras duplas se recompunham começou colocar e tirar o dedo da nuca dela e ela falava baixinho pra que continuasse. "Não pára não, Carlão, que isso tá gostoso. Você descobriu meu segredo, meu ponto fraco", ela dizia. Nem ele próprio sabia explicar como aquela bizarrice o excitava. Chegou outra dupla pra brincadeira.

Carlos deixou de lado a masturbação na nuca pra se dedicar à luta e, assim, quando as três duplas estivessem mergulhadas ele meteria a pica ali. Eliane o segurava pelas coxas, a morena era forte, não o deixava cair de jeito nenhum. Até que enquanto duas duplas lutavam paralelamente à luta entre eles e Gabi e Bento, ele conseguiu derrubar a menina e na mesma hora escalou o pau pra fora e meteu. Quentinho, molhadinho, como uma buceta. Aquilo estava ótimo. O movimento era bem sutil pra não ser percebido. A cara que Eliane fazia, no entanto, denunciava que algo libidinoso estava acontecendo. Carlos, com a empolgação, foi perdendo o pudor e dando estocadas gradativamente menos discretas. Ele passou a nem se importar mais com quem estava ao redor e, num dado momento, já fodia violentamente a cabeça da garota. As pessoas de pronto perceberam o que estava acontecendo e alguém gritou: "Caralho! O cara tá comendo a cabeça da menina! Que merda é essa!?". "Que nojo!", disse uma outra figura. Carlos e Eliane gemiam alto, praticamente urravam no meio da piscina. A piscina era só deles naquele momento, o mundo se resumia apenas a eles dois na cabeça do pobre Carlos. Ao perceber que estava sendo observado, Carlos entrou em êxtase. A idéia de transar na frente de outras pessoas o excitou naquele momento e, num instante, gozou, arfando, gritando, exausto.

Tirou vagarosamente a rola dali de dentro, desceu dos ombros de Eliane e, envergonhado, olhou ao seu redor. Todos olhavam para os dois. Uns fazendo um sinal de desaprovação com a cabeça "tsc, tsc, tsc", outros atônitos como se aquela cena toda fosse apenas fruto da imaginação e nada daquilo tivesse acontecido. Teve gente até que vomitou na hora. Carlos queria sumir dali imediatamente. Saiu correndo, pegou a carteira com seus documentos como um raio e foi pra casa só com o calção de banho.

Em casa, ainda sem saber se o que tinha acontecido realmente aconteceu, seu telefone toca. Era Eliane.

- Alô, Carlos?
- Sim.
- Cê tá com raiva de mim?
- Não sei. Só sei que eu tô confuso agora. Que porra que você é? Você é mutante ou o que? Que porra foi essa?
- Não sou mutante, sou alienígena.
- Como é que é?!
- Isso mesmo que você ouviu. Eu não sou da Terra. Meu nome é Cicalina e fui mandada pra esse planeta pra saber se é a viável para habitação e colonização da minha raça, os Largataurus. Nós vivemos num planetinha bege chamado Largatáuria que tem prazo contado pra se decompor, por causa dos estragos que fizemos, mais ou menos como vocês, humanos, fazem agora.
- As mulheres do seu planeta têm a buceta na cabeça?
- Isso mesmo. Nosso órgão reprodutor fica na nuca e é muito semelhante a uma vagina humana.
- É, eu percebi. - soltou um sorrisinho ao dizer isso - Mas e os gomos que formavam com a divisão do bikini?
- É o meu cérebro.
- Ah...
- Bom, espero que você entenda e não fique com raiva de mim.
- Tudo bem. Na hora foi bom. Só foi um pouco estranho no começo, mas depois acostumei. A propósito, estou disposto a fazer isso mais vezes.
- Safadinho. - disse e sorriu.

Essa conversa telefônica durou ainda mais três horas ininterruptas. Hoje, Carlos e Eliane são muito bem casados, mas a incompatibilidade genética impede que eles se reproduzam. Seus colegas acostumaram-se com a relação e juraram de pés juntos nunca revelar a verdadeira identidade de Eliane - ou Cicalina.

5 comentários:

bahiano disse...

adorei
so fikei curioso pra saber se o cerebro dela eh cabeludo

Lorena disse...

auhuiahsuauushuhauihusihihauihs

Diego Lauton disse...

Caralho vei, esse foi um atestado de gênio que vc deu a si próprio.

Mind-Squeezer disse...

CARALHO, BRUXO! VOCÊ É UM GÊNIO!

Chiaraba disse...

Velho!!! Demais demais demais; Estudei uma dúzia de autores surrealistas, modernos, pós-modernos, para tentar achar um formato de conto fantástico e engraçado, e no seu texto achei a fórmula certeira com simples genialidade!!!

Você é o cara!