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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma manhã com a TV

Em uma triste manhã do verão de Janeiro, resolvi ligar a televisão e assistir um pouco do entretenimento de que sempre me falaram. Sabia que dificilmente veria algo de qualidade considerando o número de canais que a TV aberta oferece, que são uns 8, eu acho.

No entanto, me surpreendi com a quantidade de surpresas e loucuras que me fizeram sorrir um pouco. Veja abaixo.



Isso é um Castlevania homossexual?

Minha primeira e horrenda visão foi esse cidadão vestido como Simon Belmont, do Castlevania, numa versão aboiolada. 

Eu não entendi essa proposta. Tive que mudar o canal.



"Atenção Nino! Apague a bagana que o Dr. Victor chegooooooooooou!"

O bom e velho Nino, com seu relógio-indicador-de-parentes que emite sons e possui olhos que se movimentam. É meio difícil de ver as horas nos seus ponteiros psicodélicos, mas ele avisa se você pode fumar um antes de seu pai voltar do trabalho. Bem útil. 

O que me deixou triste foi a qualidade da imagem de Castelo Rá-tim-bum. Parece que eles ainda usam VHS na TVE.


 Então, triste, mudei de canal novamente.



"Desgrama de cabeça azul!", pensei.


Zordon, uma cabeça gigante e azul, me reanimou. Me senti com 8 anos, de mochila pronta pra ir pra aula e assistindo os Rangers salvar a Terra novamente. Perfeito.



"Isso sim é televisão", eu pensei.


Aqui vemos os Rangers se metendo em mais uma cilada. Sim amigos, sem dúvidas eles vão salvar o planeta hoje à noite.




Até pra dar "tchau" esses caras ficam atentos. 
(No entanto, eu perdi o timing e a foto ficou toda errada. Eu realmente não seria um Ranger) 



Adeus Rangers, e até a próxima!


Sim, eu acho que encontrei, sozinho, o tal entretenimento na TV.  






LINK:
Atualização postada em 27/09/2012.
http://desciclopedia.ws/wiki/Rel%C3%B3gio_Falante


sexta-feira, 9 de julho de 2010

A real neutralidade (jornalística)

Atualmente, a qualquer momento do dia em que resolva ligar a TV você irá se deparar com um estranho cidadão de expressão neutra sendo xingado por todos os apresentadores (especialmente do sexo feminino) em qualquer canal e algumas imagens deste mesmo homem, aparentemente dentro de um campo de futebol, proporcionando lances estilosos. O que aconteceu? Eu não sei, mas com certeza parece ser algo radical, porque sua mãe, que está do seu lado vendo o programa, é uma das mulheres que xinga o rapaz como se ele também estivesse na sala. "Mãe, ele não vai te ouvir". Mas ela não me ouve.

Mas aqui, meus amigos, eu lhes revelo a saída. Se você não tiver paciência e, na verdade, até simpatizar de maneira neutra com a neutralidade facial do cidadão, sugiro que coloque sua televisão no mudo e assista aos belos lances proporcionados por aquele jovem: saltos espalhafatosos e defesas únicas, além de um gol de falta e alguns sorrisos para uma torcida animada. Polêmica? Só para quem utiliza o som do aparelho televisivo, amigo.

Outros lances de emoção parecida também podem ser observados com a TV no mudo: entrada na delegacia, saída da delegacia, futebol, defesas, gols, mulher, defesas, mais delegacia, muita gente numa torcida, muita gente numa delegacia, policiais, mais mulher, desenvoltura, delegado, advogado 1, advogado 2, mais falta de expressão facial por parte do homem, e em seguida uma apresentadora loira com expressão raivosa acompanhada de uma marionete de papagaio que só faz se movimentar e, pela falta de uma representação labial de comunicação -ou mesmo de uma expressão facial-, eu deixo de prestar atenção nele.

Como se as desconhecidas movimentações daquele papagaio fossem palavras em japonês, eu mudo o canal e me deparo com o mesmo cidadão, ainda inexpressivo, naquele mesmo esquema de antes. Saindo de delegacia, agarrando, entrando, pulando, sorrindo, matando, cagando e andando. O que muda é a loira, que em alguns canais está mais jovem e gostosa, em outros mais velha e maquiada, permacendo, no entanto, sempre irritada com o cara das luvas.