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sábado, 30 de outubro de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A real neutralidade (jornalística)

Atualmente, a qualquer momento do dia em que resolva ligar a TV você irá se deparar com um estranho cidadão de expressão neutra sendo xingado por todos os apresentadores (especialmente do sexo feminino) em qualquer canal e algumas imagens deste mesmo homem, aparentemente dentro de um campo de futebol, proporcionando lances estilosos. O que aconteceu? Eu não sei, mas com certeza parece ser algo radical, porque sua mãe, que está do seu lado vendo o programa, é uma das mulheres que xinga o rapaz como se ele também estivesse na sala. "Mãe, ele não vai te ouvir". Mas ela não me ouve.

Mas aqui, meus amigos, eu lhes revelo a saída. Se você não tiver paciência e, na verdade, até simpatizar de maneira neutra com a neutralidade facial do cidadão, sugiro que coloque sua televisão no mudo e assista aos belos lances proporcionados por aquele jovem: saltos espalhafatosos e defesas únicas, além de um gol de falta e alguns sorrisos para uma torcida animada. Polêmica? Só para quem utiliza o som do aparelho televisivo, amigo.

Outros lances de emoção parecida também podem ser observados com a TV no mudo: entrada na delegacia, saída da delegacia, futebol, defesas, gols, mulher, defesas, mais delegacia, muita gente numa torcida, muita gente numa delegacia, policiais, mais mulher, desenvoltura, delegado, advogado 1, advogado 2, mais falta de expressão facial por parte do homem, e em seguida uma apresentadora loira com expressão raivosa acompanhada de uma marionete de papagaio que só faz se movimentar e, pela falta de uma representação labial de comunicação -ou mesmo de uma expressão facial-, eu deixo de prestar atenção nele.

Como se as desconhecidas movimentações daquele papagaio fossem palavras em japonês, eu mudo o canal e me deparo com o mesmo cidadão, ainda inexpressivo, naquele mesmo esquema de antes. Saindo de delegacia, agarrando, entrando, pulando, sorrindo, matando, cagando e andando. O que muda é a loira, que em alguns canais está mais jovem e gostosa, em outros mais velha e maquiada, permacendo, no entanto, sempre irritada com o cara das luvas.

Sobre Deus e o Vampiro


Vampiro, o primeiro pichador com depressão.

(foto tirada em Cachoeira-BA)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A veja, o pó e a morte (ou a morte e o pó)

A capa não foi alterada.


A Veja inventou uma lógica fantástica e colocou isso em sua capa com todo orgulho. Eu, como bom usuário de drogas, acho que tal constatação (além de outras 14 verdades) é um pouco polêmica ao colocar quem cheira cocaína como responsável direto das mortes alheias.

Pensando nisso, inventei 17 outras verdades polêmicas e sem comprovação que poderiam ser aproveitadas pela revista nas suas próximas capas:

1. Quem toma café de 50 centavos na rua mata
2. Quem toma cerveja barata mata
3. Quem come pão mata
4. Quem come buceta mata
5. Quem dá o cu mata
6. Quem lê Veja mata
7. Quem escreve em blogs mata
8. Quem não cheira mata
9. Quem dorme mata
10. Quem compra livro em sebo mata
11. Quem é gay mata
12. Quem pega ônibus mata
13. Quem dirige veículos mata
14. Quem consome produtos mata
15. Quem financia o Estado, que financia a polícia (e as milícias), mata
16. Quem compra DVD falsificado mata
17. Quem paga impostos comprando DVD original mata