domingo, 25 de abril de 2010
Eu Conheci Milo em Pessoa
foi assim, ó. eu tava sem fazer nada em casa e resolvi sair pra espairecer. num dado momento encontrei um vendedor ambulante no centro da cidade, com naipe de mafioso, que tava precisando de alguém pra trabalhar pra ele. conversa vai, conversa vem, como não tava fazendo nada na hora, topei. ele cuidava do financeiro e eu negociava os produtos. num dado momento, eu descobri que dentro de cada caixa de dvd pirata tinha uma petequinha. "tudo bem" - pensei - "quem tá se matando não sou eu mermo". quando me dei conta, eu já tava envolvido demais naquilo pra sair assim, do nada. até que de repente ele falou que tava precisando de uma mula pra levar droga pra Europa. eu ia viajar de graça, conhecer outros países, aquele negócio todo. topei. fui uma, duas, três vezes. até que rolou de eu ir pros Estados Unidos. fui uma, duas, três vezes. na quarta eu pensei "vou ficar por aqui mermo". arranjei um trampo de lavador de pratos num puteiro em Los Angeles. na época eu lia muito Bukowski e achava aquela vida interessante. comecei a me engraçar pro lado de uma puta e de repente ela começou a me dar de graça. transávamos freneticamente. quando dei por mim a gente já tava namorando. frequentávamos lugares juntos. minha identidade havia se fundido com a dela e socialmente adquirimos algo próprio. o trampo no puteiro não combinava mais com isso. ela foi ser garçonete e eu garçom de um coffee shop. o tempo foi passando e a minha relação com a clientela foi ganhando ares de camaradagem. num determinado dia um dos clientes me disse que tinha uma banda e me deu um CD que tinha acabado de gravar. esse cliente era Milo Auckerman e o nome da banda - achei meio esquisito - era Descendents.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A gata e a viola
A internet é o lugar com maior probabilidade de premiar você com coisas bizarras (inesperadas?):
Perguntas-xeque pertinentes:
1. O que são essas bolhas no fundo da imagem?
2. A gostosa segurando o violão é professora do curso?
3. Ao entrar no curso, eu ganho esse violão?
4. Ao entrar no curso, eu ganho essa gostosa?
5. "Preencha seus dados pra receber", o que?
6. "Últimas vagas" do que? Da gostosa?
7. Porque a gostosa está descalça?
8. Porque a gostosa está com a barriga de fora?
9. Essa gostosa aí é a professora?
10. Eu ganhei um curso de violão só por entrar num site?
Perguntas-xeque pertinentes:
1. O que são essas bolhas no fundo da imagem?
2. A gostosa segurando o violão é professora do curso?
3. Ao entrar no curso, eu ganho esse violão?
4. Ao entrar no curso, eu ganho essa gostosa?
5. "Preencha seus dados pra receber", o que?
6. "Últimas vagas" do que? Da gostosa?
7. Porque a gostosa está descalça?
8. Porque a gostosa está com a barriga de fora?
9. Essa gostosa aí é a professora?
10. Eu ganhei um curso de violão só por entrar num site?
LSD Girl
Colaboração: G
Antes de assistir até o final dessa pérola, pensei que a garota poderia estar fingindo. Pensei, até perceber que conseguia ver a super-pupila dela, mesmo sendo um vídeo em preto e branco.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Postura Incoerente
Não sei por que, talvez seja uma espécie de sadismo, mas sempre acho coisas relacionadas a pedra engraçadas. O legal é que as pessoas ao meu redor também acham. No último domingo, talvez por completa falta do que fazer, por volta das nove da noite, sentei-me à frente da tevê (sintonizada na Rede Globo) durante alguns minutos. Deparei-me com sacizeiros brasilienses fumando pedra na Esplanada dos Ministérios. Ri e levantei. Observei que na minha cidade, assim como Brasília, há lugares onde pessoas podem fumar pedra livremente, em que pese uma massiva propaganda da Prefeitura desincentivando a prática. Pedra é droga. Maconha também é droga. Notei então que há, também em minha cidade, lugares onde pessoas podem fumar maconha livremente. Há um problema. Existem mais zonas de tolerância para o crack do que para a maconha. "Pedra é legalizado aqui, porra!", já disse o saudoso Idea Checker ao passar num desses locais. Surgem então algumas conclusões a respeito da postura do Estado nesse caso:
1 - O cheiro da massa incomoda mais que o do crack.
2 - Crack é problema de saúde pública e maconha é descaração.
3 - Enquadro em sacizeiro é menos lucrativo do que em maconheiro.
É isso?
1 - O cheiro da massa incomoda mais que o do crack.
2 - Crack é problema de saúde pública e maconha é descaração.
3 - Enquadro em sacizeiro é menos lucrativo do que em maconheiro.
É isso?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Reflexões Teológicas 2
Para que admitamos as assertivas abaixo, temos que admitir que historicamente Jesus existiu. Lá vai.
1 - Jesus não era pobre. Seu padrasto era carpinteiro, profissão valorizada na época.
2 - Nasceu numa manjedoura porque os leitos estavam lotados.
3 - Foi visitado por três reis magos. Presume-se que sejam pessoas importantes. Uma criança pobre vivendo na Palestina do século I dificilmente seria visitada por pessoas importantes ao nascer. Se fosse hoje em dia, imagino que seria algo como ser visitado por chefes de estado.
4 - Há um episódio na bíblia que diz que entre a infância e adolescência, Jesus cometeu uma "travessura". Fugiu e quando foi encontrado estava numa espécie de reunião com sábios, filósofos. Se já é impensável que nos dias atuais uma criança pobre fuja para a universidade para discutir com os acadêmicos, imagine naquela época. Algo difícil de acontecer, sobretudo considerando que o abismo social era muito maior.
5 - Na fase adulta, Jesus saiu viajando por aí. Ele não mendigava, ele não saqueava, ou seja, alguém bancava ele e não era nenhum apóstolo, pobretão, pescador, analfabeto.
1 - Jesus não era pobre. Seu padrasto era carpinteiro, profissão valorizada na época.
2 - Nasceu numa manjedoura porque os leitos estavam lotados.
3 - Foi visitado por três reis magos. Presume-se que sejam pessoas importantes. Uma criança pobre vivendo na Palestina do século I dificilmente seria visitada por pessoas importantes ao nascer. Se fosse hoje em dia, imagino que seria algo como ser visitado por chefes de estado.
4 - Há um episódio na bíblia que diz que entre a infância e adolescência, Jesus cometeu uma "travessura". Fugiu e quando foi encontrado estava numa espécie de reunião com sábios, filósofos. Se já é impensável que nos dias atuais uma criança pobre fuja para a universidade para discutir com os acadêmicos, imagine naquela época. Algo difícil de acontecer, sobretudo considerando que o abismo social era muito maior.
5 - Na fase adulta, Jesus saiu viajando por aí. Ele não mendigava, ele não saqueava, ou seja, alguém bancava ele e não era nenhum apóstolo, pobretão, pescador, analfabeto.
Reflexões Teológicas
1 - O Deus cristão - onipotente, onipresente, bom e misericordioso - não existe. Na verdade não existe divindade alguma em qualquer lugar que não seja a mente humana.
2 - Na remota hipótese de que se admita a existência desse Deus, se faz necessária a existência do seu oposto. A razão de Deus existir, portanto, é o Diabo e vice-versa.
3 - Negando-se a assertiva anterior se conclui que Deus é bom e mau ao mesmo tempo.
4 - Negando-se a assertiva anterior se conclui que Deus, embora bom e tudo mais, não é totalmente poderoso já que sua criação perdeu o rumo. É como admitir que os humanos, uma criação de Deus, saiam do seu controle, assim como robôs, que são criação humana, também possam fugir ao nosso controle.
5 - Na real cada um deve viver respeitando a fé do outro. Se for blasfemar, que seja sutilmente, através de pequenas alfinetadas que não ofendam tanto.
2 - Na remota hipótese de que se admita a existência desse Deus, se faz necessária a existência do seu oposto. A razão de Deus existir, portanto, é o Diabo e vice-versa.
3 - Negando-se a assertiva anterior se conclui que Deus é bom e mau ao mesmo tempo.
4 - Negando-se a assertiva anterior se conclui que Deus, embora bom e tudo mais, não é totalmente poderoso já que sua criação perdeu o rumo. É como admitir que os humanos, uma criação de Deus, saiam do seu controle, assim como robôs, que são criação humana, também possam fugir ao nosso controle.
5 - Na real cada um deve viver respeitando a fé do outro. Se for blasfemar, que seja sutilmente, através de pequenas alfinetadas que não ofendam tanto.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Saci, barata e videogame
Ultimamente é possível se ver em cada esquina de Salvador uma propaganda anti-crack. A prefeitura finalmente percebeu que os sacizeiros são um problema social. Afinal, eles não trabalham, não estudam, e nem mesmo praticam com eficiência seu principal ofício, guardar (!?) carros. Dormem o dia inteiro, mendigam, alguns roubam. Tudo isso no intuito de conseguir mais uma pedrinha e ficar daquele jeito.
Sacizeiros são como baratas. Se alimentam de restos de coisas podres, se multiplicam rápido, têm a vida curta, mas se tentar matá-los terá um grande trabalho - são ruins de morrer e só o crack pode efetivamente fazê-lo.
Os sacizeiros não tem utilidade social (muito pelo contrário), e, nesse caso, um genocídio cairia bem para resolver esse problema, mas infelizmente o pessoal dos direitos humanos ia cair matando em cima dos genocidas. Então proponho o seguinte. A idéia é lançar um jogo de tiro em terceira pessoa que se passe na cidade de Salvador no qual o personagem principal deve eliminar todos os sacizeiros. Para tanto ele dispõe de um arsenal de metralhadoras, pistolas, bazucas, arma que congela, que evenena, que dá overdose de crack, que obriga a trabalhar, armadilhas como pedras fictícias etc. Mais ou menos como Resident Evil, só que no lugar de zumbis teríamos sacizeiros. Com certeza seria o maior sucesso.
Fica aí sugestão para designers de games, programadores, empresários que se interessem pela idéia. Enquanto isso a gente deixa a ponta dos nossos cigarros pros sacizeiros fumarem (até mesmo uma vez ou outra, um cigarro inteiro), dá uma moeda, deixa eles olharem nossos carros e se esforça por tratá-los como seres humanos e não como baratas humanas.
Cheers.
Sacizeiros são como baratas. Se alimentam de restos de coisas podres, se multiplicam rápido, têm a vida curta, mas se tentar matá-los terá um grande trabalho - são ruins de morrer e só o crack pode efetivamente fazê-lo.
Os sacizeiros não tem utilidade social (muito pelo contrário), e, nesse caso, um genocídio cairia bem para resolver esse problema, mas infelizmente o pessoal dos direitos humanos ia cair matando em cima dos genocidas. Então proponho o seguinte. A idéia é lançar um jogo de tiro em terceira pessoa que se passe na cidade de Salvador no qual o personagem principal deve eliminar todos os sacizeiros. Para tanto ele dispõe de um arsenal de metralhadoras, pistolas, bazucas, arma que congela, que evenena, que dá overdose de crack, que obriga a trabalhar, armadilhas como pedras fictícias etc. Mais ou menos como Resident Evil, só que no lugar de zumbis teríamos sacizeiros. Com certeza seria o maior sucesso.
Fica aí sugestão para designers de games, programadores, empresários que se interessem pela idéia. Enquanto isso a gente deixa a ponta dos nossos cigarros pros sacizeiros fumarem (até mesmo uma vez ou outra, um cigarro inteiro), dá uma moeda, deixa eles olharem nossos carros e se esforça por tratá-los como seres humanos e não como baratas humanas.
Cheers.
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